Estado entrega ambulâncias e faz balanço de investimentos em saúde

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Além do cofinanciamento, governo estadual vai repassar verbas para hospitais municipais como parte da reestruturação do sistema de saúde carioca

A Baixada Fluminense, região mais populosa do Estado do Rio de Janeiro, recebeu 19 das 72 ambulâncias entregues em 14 de novembro em cerimônia com a presença do Governador Wilson Witzel e do Secretário Estadual de Saúde, Edmar Santos. Ao todo, foram contempladas 47 cidades (11 na Baixada) que têm o serviço habilitado e qualificado pelo Ministério da Saúde. As ambulâncias foram divididas de acordo com o número de habitantes de cada município.

(Crédito: Assessoria de Imprensa/Governo do Estado do Rio de Janeiro/Divulgação)

Os veículos, comprados pelo governo estadual por R$ 12,4 milhões, foram adaptados e equipados com maca retrátil, cilindros de oxigênio e ar comprimido, imobilizadores e pranchas de resgate, entre outros itens para atendimento de emergência, o que custou R$ 172,2 mil.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), as 92 cidades fluminenses receberam cerca de R$ 450 milhões em investimentos através do programa de cofinanciamentos. A estratégia empregada foi a regionalização, para permitir que quem precisa de atenção médica seja atendido perto de casa. A meta, segundo o Secretário Edmar Santos, é investir mais R$ 50 milhões até o fim do ano.

(Crédito: Assessoria de Imprensa/Governo do Estado do Rio de Janeiro/Divulgação/Philippe Lima)

O presidente da Associação de Municípios do Estado do Rio de Janeiro (Aemerj) e Prefeito de Piraí, Dr. Luis Antonio, ao receber os veículos destinados à cidade, ressaltou que “vivemos uma crise, e a falta de recursos nos afeta muito. A retomada dos cofinanciamentos pelo governo estadual nos ajudará a recuperar a estrutura da saúde, como alguns hospitais”.

Frota para emergências teve reforço em setembro

A distribuição de novas viaturas equipadas para atendimento médico de emergência não começou agora: em setembro, o Corpo de Bombeiros recebeu 72 unidades, além de 70 macas-prancha, 10 motobombas, 1.100 capacetes de combate a incêndio, dois botes infláveis e 360 equipamentos de proteção respiratória, em um investimento de mais de R$ 22 milhões, feito com recursos do Gabinete de Intervenção Federal (GIF) e da taxa de incêndio.

– Os equipamentos distribuídos foram selecionados por uma comissão do Estado-Maior Geral da corporação, e as aquisições acompanham a modernização dos equipamentos. Adquirimos os mesmos que atendem as melhores corporações do mundo. É o caso do capacete. Essa é segunda geração do mais moderno do mundo, usado na França, por exemplo – explicou o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, coronel Roberto Robadey Jr.

(Crédito: Assessoria de Imprensa/Governo do Estado do Rio de Janeiro/Divulgação)

Hospitais se reestruturam

A retomada dos cofinanciamentos e o repasse de verbas do estado para a rede de saúde tanto estadual quanto municipal incluiu desde a compra, o conserto e a manutenção de aparelhos de ar-condicionado das unidades de pronto-atendimento até investimentos em infraestrutura e procedimentos de hospitais, além do aumento de veículos à disposição dos serviços de emergência.

Na cidade do Rio de Janeiro, o governo tem intenção de investir R$ 174 milhões nos hospitais municipais Albert Schweitzer e Rocha Faria, contabilizando R$ 6 milhões a cada mês nos próximos 2 anos, além de um aporte imediato de R$ 30 milhões. O financiamento, acordado entre os governos estadual e municipal, prevê mais R$ 60 milhões, repassados de uma só vez, para serem usados em melhorias nas unidades de pronto-atendimento, com a compra de tomógrafos, aparelhos de raio X, macas e outros equipamentos.

No Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), uma sala na emergência foi reformada e equipada depois de 3 meses de obras. Com sete eleitos, ela integra todo o sistema de atendimento, desde o resgate do paciente até sua chegada e tratamento na unidade (o que é chamado de “Hora de Ouro”). A equipe na ambulância mantém constante contato com o hospital, e o sistema é o mesmo adotado pelos centros de trauma dos Estados Unidos.

 

Espaço em obras com uma homem no centro arrumando a parade
(Crédito: Assessoria de Imprensa/Governo do Estado do Rio de Janeiro/Divulgação/Moskow)

Em Nova Iguaçu, o Hospital da Posse recebeu R$ 5 milhões para melhorias, como a reforma de 40 enfermarias, da quais 7 já estão prontas. Já o Hospital Geral de Nova Iguaçu e a Maternidade, através de cofinanciamento (R$ 10 milhões) e repasses de verbas do estado (R$ 50,6 milhões), investiram em exames, cirurgias, compra de medicamentos e ampliação da atenção básica local.

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