Governo do RJ amplia ações para o tratamento de câncer de mama

(Crédito: Governo do Rio de Janeiro/Reprodução)

Entre as medidas para reforçar o tratamento da doença, estão o aumento de investimentos e a reestruturação das UPAs

O câncer de mama recebe uma atenção especial da Secretaria de Estado da Saúde, que desde janeiro de 2019 investiu aproximadamente R$ 6 milhões em tratamentos oncológicos e mais de R$ 35,3 milhões em exames. Duas estratégias são aplicadas no combate à doença. A primeira é o diagnóstico precoce, confirmado por meio de exames de mamografia e biópsia de mama guiada por ultrassom — dois dos exames previstos pelos cofinanciamentos. Já a segunda se refere ao tratamento propriamente dito, que engloba radioterapia, quimioterapia e cirurgia oncológica, procedimentos também inclusos no cofinanciamento para municípios com Unidades ou Centros de Assistência Especializada em Oncologia (UNACON ou CACON).

O tema é bastante comentado ao longo da campanha Outubro Rosa, mas o secretário de Estado da Saúde, Edmar Santos, defende que a conscientização não se limite a um mês e que os trabalhos de prevenção e diagnóstico precoce tenham a devida atenção durante o ano inteiro. Seguindo essa perspectiva, a questão entrou para a lista de prioridades da Secretaria desde janeiro e vem recebendo mais investimentos e ações direcionadas. 

“A detecção precoce da doença aumenta em até 90% as chances de cura, por isso são tão importantes os investimentos que temos feito para auxiliar as prefeituras em exames de rastreio. Caso o diagnóstico seja confirmado, nossa meta é que todas as pacientes iniciem o tratamento em até 2 meses no Rio de Janeiro. Temos um compromisso importante”, explica o secretário.

A declaração de Edmar Santos é reiterada pela legislação brasileira, com a Lei dos 60 dias — que, atualmente, estabelece que o tratamento seja iniciado em até 2 meses após o diagnóstico. Em 2018, 56% dos pacientes levavam mais de 60 dias para começarem os procedimentos recomendados. Para alterar esse quadro, foram implementadas políticas públicas que, em apenas 9 meses, reduziram em 18% esse número — segundo dados do Painel-Oncologia do Ministério da Saúde/Inca.

Multiplicação de unidades para diagnóstico e tratamento

Entre as iniciativas do governo, está também a reestruturação das UPAs, que atualmente operam em contêineres, mas devem ser reformadas com alvenaria até 2020. Além da mudança externa, as UPAs passarão por um remodelamento para abranger o diagnóstico precoce de câncer de mama. 

O térreo das unidades permanecerá com a atual assistência médica, mas um segundo andar será incluído no projeto para acomodar consultórios ambulatoriais especializados ou Centros de Diagnóstico Precoce do Câncer, com mamografia, ultrassom, endoscopia e colonoscopia. “Em trabalho conjunto com a Empresa de Obras Públicas (EMOP), estamos estudando alternativas para reiniciar as obras abandonadas nos últimos anos e atender à demanda por oncologia da população da Região Serrana, proporcionando o tratamento perto de casa”, diz o secretário Edmar Santos.

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