Unidade carioca é referência no tratamento de diabetes

(Crédito: Divulgação)

Médica do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede) destaca a importância da mudança no estilo de vida para o combate à doença

O Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede), localizado no centro da capital carioca, é um centro de excelência no tratamento, no ensino e na pesquisa de doenças endócrinas e metabólicas, como hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria, tendo se tornado referência no combate ao diabetes.

De acordo com a médica Rosane Kupfer, chefe do serviço de tratamento de diabetes no Iede, essa é uma doença que pode e deve ser prevenida. Segundo ela, “a maioria dos casos está relacionada a fatores como sobrepeso, obesidade e sedentarismo, que são crescentes na nossa população”.

A especialista diz que o tratamento passa necessariamente pela mudança no estilo de vida, que deve ser sempre incentivada a cada consulta, e destaca o tipo de alimentação que deve ser adotado, evitando opções com alto teor calórico, como carboidratos e gorduras.

“As mesmas medidas que servem para a prevenção do diabetes servem para outras doenças, como hipertensão arterial, infarto, AVC e mesmo alguns tipos de câncer”, explica. Outro ponto a ressaltar é a prática regular de atividade física, que traz benefícios para todo o organismo.

Tipos da doença

Independentemente do tipo de diabetes, com o aparecimento de qualquer sintoma, é fundamental que o paciente procure com urgência o atendimento médico especializado para dar início ao tratamento.

Tipo 1

Manifesta-se mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar; e pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente. O tratamento exige o uso diário de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose no sangue. A causa ainda é desconhecida e a melhor forma de preveni-la é com práticas saudáveis de vida: mantendo uma boa alimentação, fazendo atividades físicas e evitando álcool, tabaco e outras drogas.

Sintomas do tipo 1

– Fome frequente
– Sede constante
– Vontade de urinar diversas vezes ao dia
– Perda de peso
– Fraqueza
– Fadiga
– Mudanças de humor
– Náusea e vômito

Tipo 2
O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa está diretamente relacionada a sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados. É essencial manter acompanhamento médico para tratar também as outras doenças que podem aparecer com a condição.

Sintomas do tipo 2

– Fome frequente
– Sede constante
– Formigamento nos pés e nas mãos
– Vontade de urinar diversas vezes
– Infecções frequentes na bexiga, nos rins, e na pele
– Feridas que demoram para cicatrizar
– Visão embaçada

Gravidade da doença

O diabetes é uma doença muito perigosa. O grande problema é que, em seu início, ela é muito silenciosa, o que pode acarretar em demora no diagnóstico. A médica chefe do Iede explica que o problema afeta principalmente os vasos sanguíneos responsáveis por irrigar os órgãos.

Fatores de risco

Além dos fatores genéticos e da ausência de hábitos saudáveis, existem outros elementos que podem contribuir para o desenvolvimento do diabetes:

– Diagnóstico de pré-diabetes;
– Pressão alta;
– Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
– Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada na cintura;
– Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes;
– Doenças renais crônicas;
– Mulher que deu à luz criança com mais de 4 kg;
– Diabetes gestacional;
– Síndrome de ovários policísticos;
– Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos como esquizofrenia, depressão e transtorno – Bipolar;
– Apneia do sono;
– Uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides.

Os interessados devem comparecer à unidade com documento de identidade e relatório médico solicitando avaliação. Pacientes menores de idade precisam estar acompanhados de responsável, também munidos de documento de identidade. Crianças que ainda não têm carteira de identidade podem apresentar cópia da certidão de nascimento ou, preferencialmente, carteira de vacinação, assim como relatório médico solicitando avaliação.

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