Por que é importante prevenir o Aedes aegypti no verão?

Crédito: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Após epidemias em 2007, 2008 e 2009, o Brasil pode estar prestes a enfrentar mais um surto da doença, em especial do sorotipo 2 do vírus

A dengue é um assunto sério. No Brasil, o sorotipo 2 do vírus causador da doença foi responsável por grandes epidemias em 2007, 2008 e 2009 e ainda apresenta potencial de gerar mais problemas. Especialistas destacam que o vírus estará circulando entre a população do Rio de Janeiro neste verão, o que é motivo de considerável apreensão.

Segundo Alexandre Chieppe, médico da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), os sintomas das variedades de dengue podem até ser os mesmos, mas aquele causado pelo sorotipo 2 é mais preocupante. “Ele é associado a casos mais graves da doença e, como não circula no estado do Rio de Janeiro desde 2008, grande parte da população nunca teve contato com o patógeno, não desenvolveu anticorpos e, por isso, está mais exposta”, diz.

Secretaria de Saúde faz alerta contra o mosquito Aedes aegypti

O especialista ainda alerta para os riscos e a necessidade de se combater o mosquito Aedes aegypti: “Temos vírus circulando, um mosquito transmissor muito bem adaptado ao ambiente urbano e, agora, a suscetibilidade da população completa o tripé que sustenta epidemias de arboviroses, dentre elas as de dengue”.

Casos crescentes de dengue no Brasil

Crédito: Phelipe Heinzen
Crédito: Phelipe Heinzen

Algo que reforça ainda mais a preocupação quanto ao mosquito Aedes aegypti e à dengue é o aumento no número de casos registrados. Alexandre Chieppe informa que 2019 foi o segundo ano com o maior número de casos de dengue notificados desde o início da série histórica, em 1975, com um crescimento de 517% em relação a 2018.

“Foram mais de 1,5 milhão de casos da doença, principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, com 754 óbitos. A reentrada do sorotipo 2 do vírus, após anos de circulação dos sorotipos 1 e 4, é a principal explicação para esse aumento. E esse quadro pode vir a se repetir no Rio de Janeiro”, explica o médico.

Os cuidados contra a doença

Nessas situações, o diagnóstico precoce e o acompanhamento clínico adequado são decisivos para desfechos favoráveis. Por isso, além de intensificar ações para conscientização da população em relação à eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, a SES-RJ está preparada para atender com agilidade e precisão as pessoas que adoecerem.

“A organização da rede de atendimento à população é fundamental para diminuir o risco de complicações e, consequentemente, o número de óbitos. O plano de contingência conta com equipes de resposta rápida, com médicos e enfermeiros disponíveis 24 horas, fluxo de internação de casos graves, acesso a exames laboratoriais e a teste diagnóstico, dentre outras estratégias”, garante Alexandre Chieppe.

Como se prevenir contra o Aedes aegypti?

A melhor forma de prevenção certamente é o combate ao mosquito Aedes aegypti. Se o transmissor for combatido, a dengue pode ser derrotada. Eis algumas boas práticas eficientes para fazer isso em casas e apartamentos:

– cubra os tonéis e as caixas-d’água;
– mantenha as calhas sempre limpas;
– deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
– mantenha lixeiras bem tampadas;
– deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
– limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
– limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
– retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

Em áreas externas e condomínios, as seguintes medidas podem ser adotadas:

– cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem;
– limpe ralos e canaletas;
– atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água;
– deixe bem esticadas as lonas usadas para cobrir objetos, a fim de evitar formação de poças;
– verifique instalações de salão de festas, banheiros e copa.

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