Secretaria de Saúde faz alerta contra o mosquito Aedes aegypti

Crédito: Divulgação

Campanha “Irmãos Detetives em Ação Contra o Mosquito” visa mobilizar a população contra o Aedes aegypti e conta com os youtubers Anny e Caio, sucesso entre o público infantojuvenil

No combate ao mosquito Aedes aegypti, todos os esforços contam. Para conscientizar ainda mais os cidadãos com relação aos perigos desse mosquito — que transmite doenças como dengue, zika e chikungunya —, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) acaba de lançar uma campanha de conscientização.

Criada em parceria com a Secretaria de Estado da Casa Civil e Governança e lançada no início de fevereiro, a “Irmãos Detetives em Ação Contra o Mosquito” alerta sobre os riscos das doenças, principalmente pela possibilidade da reentrada do vírus tipo 2 da dengue no estado — o tipo mais grave. A iniciativa também reúne várias dicas práticas de como eliminar os focos do vetor nas residências.

A campanha contra o Aedes aegypti

Veiculada em TV, rádio, mídia exterior e internet, a campanha tem a participação dos youtubers Anny e Caio, sucesso entre o público infantojuvenil. A ideia é propor uma participação mais efetiva das famílias contra o inseto nas residências, locais onde se encontram 80% dos focos da doença.

Edmar Santos, secretário estadual de Saúde, reforça a importância de ações como essas, destacando uma das mensagens principais da campanha: “Estamos na estação mais quente do ano, o verão, e as projeções apontam para um aumento de casos. A campanha convoca a população para fazer parte dessa luta, eliminando criadouros ao cobrir tonéis, caixas-d’água, garrafas e baldes, além de manter calhas e ralos limpos. Bastam 10 minutos por semana para fazer uma inspeção no imóvel e evitar a proliferação do inseto”.

O crescente número de casos

Segundo Alexandre Chieppe, médico da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o que reforça ainda mais a preocupação com o mosquito Aedes aegypti, a dengue e as outras doenças transmitidas é o aumento no número de casos registrados. De acordo com o especialista, 2019 foi o segundo ano com o maior número de casos de dengue notificados desde o início da série histórica, em 1975, com um crescimento de 517% em relação a 2018.

 

 
Crédito: Phelipe Heinzen
Crédito: Phelipe Heinzen

Depois da epidemia de dengue tipo 2 em 2008, quando foram registrados 235 mil casos e 271 mortes, surgiu uma nova geração que não teve contato com o mosquito, ficando mais suscetível à doença.

“A possível reintrodução do vírus tipo 2 no estado está relacionada à recente epidemia que ocorreu em São Paulo e em Minas Gerais, devido aos movimentos migratórios entre esses estados e o Rio. Crianças que nasceram depois de 2008 estão mais vulneráveis, pois não tiveram contato com esse agente transmissor. Por isso, o lançamento da campanha e a participação de todos no combate ao inseto são importantes”, destaca Chieppe.

O esforço no combate ao Aedes aegypti tem sido intenso. Em 2019, a Secretaria de Estado de Saúde realizou diversas ações, como a campanha “Atitude contra o Mosquito”. Além disso, utilizou drones, em parceria com o Corpo de Bombeiros, para identificar focos do inseto e direcionar ações preventivas. A SES também realizou o “Dia D” com checagem de locais, distribuição de material informativo e orientação de como combater o transmissor.

Mais de 2 mil profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, foram capacitados em dezenas de municípios fluminenses com o objetivo de melhorar o atendimento aos pacientes com sintomas de arboviroses.

Casos registrados

Em 2020, até 4 de fevereiro, foram registrados 804 casos de dengue, 20 de zika e 754 de chikungunya no Estado do Rio de Janeiro. Em 2019, foram notificados 32.514 casos de dengue, 1.556 de zika e 86.187 de chikungunya, com 64 óbitos no caso da última enfermidade. As demais doenças não registraram ocorrências de mortes. Já em 2018, foram registrados 14.752 casos de dengue, 2.462 de zika e 40.144 de chikungunya.

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