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Hospital estadual em Niterói ganha novo modelo de atendimento

(Crédito: Philippe Lima/Governo do Estado do Rio de Janeiro)

Novidade é focada no atendimento de traumas e tem formato semelhante ao utilizado pelos modernos centros de atendimento dos Estados Unidos


O modelo de atendimento empregado nos hospitais pode fazer toda a diferença no cuidado com os pacientes. Protocolos, padrões e medidas práticas são necessários para fazer com que um método seja eficiente e ofereça para a população um serviço de qualidade. Tendo isso em vista, o Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), localizado na cidade de Niterói (RJ), inaugurou em outubro de 2019 outro modelo de atendimento e novas instalações para atender a população.

A novidade tem como foco o atendimento aos casos envolvendo traumas, o que inclui acidentes automobilísticos, atropelamentos, perfuração por arma de fogo e queda, entre outros tipos de ocorrências. Essa medida integra todo o sistema de atendimento. Desde o momento do resgate até a chegada na unidade — intervalo conhecido como “hora de ouro” —, o paciente já será atendido sob o novo protocolo.

As mudanças não estão apenas no campo teórico. Depois de 3 meses de obras, a Unidade Integrada de Trauma conta agora com uma nova sala de emergência, equipada com sete leitos exclusivos para o atendimento de pacientes com traumas, um modelo semelhante ao utilizado pelos modernos centros dos Estados Unidos.

De olho na qualidade do atendimento

A eficiência é um dos principais destaques desse novo modelo. A partir de agora, sempre que uma vítima de trauma grave for levada ao HEAL pelas equipes de resgate, a unidade estabelecerá um contato prévio com a central de atendimento, passando as informações essenciais referentes à condição do paciente. Em posse delas, a equipe médica poderá fazer a preparação antes da chegada da pessoa. Essa mudança possibilita a prestação do socorro imediata, aumentando significativamente a chance de sobrevivência e diminuindo a possibilidade de sequelas.

O governador Wilson Witzel, que participou da inauguração dessas novidades no HEAL, elogiou os esforços do Estado para a população. “A Unidade Integrada de Trauma é um centro de referência, com profissionais que fizeram a capacitação fora do Brasil. O padrão que a população do Estado do Rio de Janeiro está recebendo não deixa a desejar em relação a nenhum hospital dos Estados Unidos. Posso assegurar que o que estamos vendo aqui hoje — não somente em termos de equipamentos, mas também de operação e capacitação técnicas dos profissionais da saúde — é um dos exemplos de investimento que vêm sendo feitos na saúde do Estado.”

A Unidade Integrada de Trauma do HEAL já é a terceira que o Estado inaugura com esse modelo de atendimento emergencial. Os hospitais estaduais Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e Alberto Torres, em São Gonçalo, já possuem instalações preparadas para seguir o novo padrão.

Preparação da equipe para o novo modelo

Para oferecer um serviço de qualidade e se adaptar ao novo modelo de atendimento ao paciente politraumatizado, todo o time assistencial do HEAL recebeu treinamento teórico e prático. Equipes médicas do Corpo de Bombeiros e instrutores do SAMU, além de profissionais da própria unidade, foram os responsáveis por ministrar os cursos para a equipe médica. Reuniões que visaram a apresentar o novo modelo de atendimento também foram realizadas com as unidades que transferem pacientes para o hospital.

Com a inauguração dessa nova Unidade Integrada de Trauma, o HEAL tem agora dois eixos distintos de atendimento: um exclusivo para os casos envolvendo traumas; e o outro, voltado aos pacientes clínicos. A mudança permitirá um maior foco da equipe assistencial aos diferentes tipos de necessidades. Dessa forma, além dos sete leitos já mencionados, a unidade contará com um leito de contingência, cinco leitos para os casos clínicos e outros dois para trauma infantil, sala de sutura, posto de observação médica e farmácia satélite exclusiva para a emergência.
Rogério Casemiro, diretor do HEAL, também destaca a agilidade do novo modelo de atendimento. “Em 1 hora, o cirurgião que abordar o paciente tem a tomada de decisão: se vai para o centro cirúrgico, se vai complementar a avaliação com um exame de tomografia ou se seguirá para o centro de tratamento intensivo. Estamos oferecendo à população do Rio de Janeiro um atendimento diferenciado, e o resultado disso se traduz em mais vidas salvas, visto que são protocolos adotados mundialmente e favorecem uma sobrevida maior dos pacientes que aqui foram atendidos.”

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