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Rio investirá R$ 25 milhões no Programa Estadual de Transplantes de Órgãos

Crédito: Jornal O São Gonçalo/Reprodução

Programa utilizará a verba anual em diversas frentes de atuação para alcançar resultados mais positivos e ampliar o serviço de captação de órgãos e cirurgias

No Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos (27 de novembro), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou no Palácio da Guanabara que o Governo do Rio de Janeiro investirá anualmente R$ 25 milhões no Programa Estadual de Transplante de Órgãos (PET). Segundo o secretário de Estado da Saúde, Edmar Santos, o objetivo é fazer com que o Rio de Janeiro seja o 4º colocado até 2020 e, ainda, zere a fila para transplantes de córneas até 2022.

“O PET é uma prioridade da Secretaria de Saúde e da gestão do governador. Por isso, com o reforço anual dos investimentos, poderemos contratar 100 novos profissionais e expandir a rede de transplantes para todo o estado. As equipes das nossas centrais vão atuar nos hospitais de diversos municípios. Temos registrado recordes de cirurgias, mas queremos nos destacar ainda mais, fazendo com que o estado seja um dos primeiros no país. Em 2019, dobramos a taxa de autorização da família, saltando de 38% em maio para 75% a partir de julho — superando a média nacional, que é de 40%”, explica o secretário Edmar Santos.

Programa Estadual de Transplantes (PET)

O Programa Estadual de Transplantes surgiu em 2010 e, nos últimos anos, já possibilitou mais de 16 mil procedimentos. Esses números fizeram com que o Rio de Janeiro, que ocupava os últimos lugares no ranking supracitado, chegasse à 10ª colocação. São contemplados pelo PET transplantes e captação de coração, fígado, rins, pâncreas, medula óssea, pele, ossos, córneas e esclera (membrana responsável por proteger o globo ocular). De acordo com o próprio diretor do programa, Gabriel Teixeira, a principal missão do PET é buscar o “sim” que salva vidas.

Em 9 anos, o programa vem apresentando resultados positivos. Em 2019, de janeiro a agosto, foram feitos 1.594 transplantes de órgãos e tecidos — o que representa um aumento de 250% desde o nascimento do PET. Dentre esses órgãos, 116 foram levados por helicópteros até seus devidos receptores — 1.350% a mais do que em 2016, quando o serviço começou com o transporte aéreo, levando apenas 8 órgãos.

Como o investimento será feito?

O repasse anual de R$ 25 milhões será direcionado a diferentes frentes de atuação. Um dos objetivos que devem ser contemplados com a verba é a ampliação do número de Organizações de Procura de Órgãos (OPO) em cidades estratégicas do estado, como Campos dos Goytacazes, Itaperuna, Araruama, Niterói, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Barra Mansa e Petrópolis. Focadas em oferecer apoio operacional dentro do processo de doação — desde a captação do órgão até a cirurgia de transplante —, as OPOs atuam com profissionais disponíveis em tempo integral, além de dispor de um aparato logístico com transporte e meios de comunicação visando à maior agilidade.

(Crédito: Phelipe Heinzen)

Esse investimento também irá colaborar para o crescimento e a profissionalização das Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), com redimensionamentos de metas, equipes e auditorias sobre os resultados alcançados. Além disso, um modelo será implementado permanentemente na educação e na pesquisa para todos os envolvidos no PET. Pretende-se, ademais, apresentar palestras sobre doação de órgãos em empresas públicas, privadas e cursos de graduação de área da Saúde, a fim de fortalecer a marca e conscientizar mais pessoas sobre a importância da doação.

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